sábado, 28 de março de 2020

AJUDA PARA QUEM TEM DE ESTAR EM ISOLAMENTO POR INDICAÇÃO MÉDICA




A Orientação nº 10, da DGS, faculta informação sobre cuidados a ter em caso de quarentena ou isolamento por indicação médica. Destacamos os conceitos e procedimentos de limpeza e desinfeção:
"A quarentena e o isolamento, são medidas de afastamento social essenciais em Saúde Pública. São especialmente utilizadas em resposta a uma epidemia e pretendem proteger a população pela quebra da cadeia de transmissão entre indivíduos."
O QUE É A QUARENTENA?
"A quarentena é utilizada em indivíduos que se pressupõe serem saudáveis, mas possam ter estado em contacto com um doente confirmadamente infecioso. "
O QUE É O ISOLAMENTO?
"O isolamento é a medida utilizada em indivíduos doentes, para que através do afastamento social não contagiem outros cidadãos.
Estas medidas de afastamento social são das medidas mais efetivas para quebrar as cadeias de transmissão, e por isso utilizadas pelas Autoridades de Saúde para minimizar a transmissão da COVID-19."

Nesta orientação a DGS aconselha a limpeza e desinfeção de superfícies com detergente e lixívia (Orientação nº10/pág.5):
"Para a desinfeção comum de superfícies (especial atenção para zonas de contacto frequente como maçanetas das portas, interruptores de luz ou outros objetos):
  1. Lavar primeiro com água e detergente;
  2. Aplicar a lixívia diluída em água na seguinte proporção: uma medida de lixívia em 49 medidas iguais de água;
  3. Deixar atuar durante 10 minutos;
  4. Enxaguar apenas com água quente e deixar secar ao ar"
     ATENÇÃO:
    A diluição de 1: 49, de lixívia em água, corresponde a cerca 1 colher e meia de sopa para 1 litro de água.
    1 colher de sopa = 15 ml (aproximadamente)





sexta-feira, 27 de março de 2020

COVID-19: teste gratuito

Os testes de despiste de COVID-a9 são gratuitos? Só para quem for encaminhado pelo SNS 24.
Para saber mais sobre este assunto consultar: SNS 24
Abordagem de doentes com COVID-19
A DGS lançou norma 004/2020 (23 de março) sobre este assunto. Consultar.
"Todas as pessoas que desenvolvam quadro respiratório agudo de tosse (persistente ou agravamento de tosse habitual), ou febre (temperatura ≥ 38.0ºC), ou dispneia / dificuldade respiratória, são considerados suspeitos de COVID-19 e devem ligar para a Linha SNS24 ou para linhas telefónicas concebidas para o efeito nas Unidades de Saúde Familiares ou Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados."

quinta-feira, 26 de março de 2020

COMO REDUZIR O RISCO DE TRANSMISÃO DE SARS-CoV-2 (COVID-19) ?

  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, seguindo os passos recomendados pela DGS. Caso não seja possível, recorrer ao uso de soluções desinfetantes e/ou antisséticas.
  • Ter especial cuidado com a higienização das mãos durante viagens em transportes públicos, após utilização de instalações sanitárias públicas, após tocar em maçanetas/corrimãos, etc.
  • Evitar tocar com as mãos na boca, nariz ou olhos.
  • Praticar o distanciamento social: evitar espaços fechados com elevado número de pessoas.
  • Colocar em prática as regras da etiqueta respiratória: tapar com o antebraço a boca e o nariz ao espirrar, ou utilizar um lenço descartável (que deve ser imediatamente colocado no lixo).
  • Evitar o contacto próximo com pessoas com sintomas de infeção respiratória (distância mínima de segurança de 2 metros).
  • Fazer autovigilância de sintomas.

quarta-feira, 25 de março de 2020

COVID-19: contenção e mitigação. E depois?

Num momento em que o nº de mortes pela COVID-19 está em fase crescente, e que a resposta por parte do Serviço Nacional de Saúde não é fácil, é essencial  que cada pessoa e família se assuma como interveniente direto no combate a esta pandemia. Evitando contágio e cumprindo as regras de quarentena.

NÍVEIS DE ATUAÇÃO FACE A UMA PANDEMIA
CONTENÇÃO
As medidas de contenção são aplicadas no início de uma pandemia para evitar o contágio. Acontece enquanto só há casos importados.
. O Decreto-Lei nº 10-A/2020, de 13 de março, estabeleceu medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus — COVID 19, nomeadamente o encerramento de escolas e limitação de acesso a determinados espaços, o cancelamento de eventos, etc.
O distanciamento social foi a solução, de modo a impedir que pessoas que foram infetadas, mas não apresentam/ou ainda não apresentaram sintomas, possam contagiar elevado número de pessoas. Exigindo que a população mantenha a distância de segurança (1 m parece ser insuficiente) e cumpra regras de higiene das mãos e de espaços comuns e privados.
Alguns países/cidades conseguiram controlar a COVID-19 pela contenção, fazendo testes que permitiram identificar os doentes, isolando-os e tratado-os.
MITIGAÇÃO
Inicia quando o vírus se espalha na comunidade e as pessoas começam a manifestar doença contraída em espaço nacional. O isolamento de casos suspeitos e confirmados, em casa, bem como a quarentena doméstica de quem reside no mesmo local, além de distanciamento social do grupos de risco - idosos, doentes crónicos (hipertensos, os diabéticos, os doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica, os doentes oncológicos e imunodeprimidos - são soluções adotadas em alguns países. Reduz o pico da epidemia e o nº de mortes, embora se saiba que não é possível evitar todos os contágios.
O Decreto nº 2-A/2020, de 20 de março, que executou o estado de emergência em Portugal, define medidas que têm em vista o Dever especial de proteção, o Dever geral de recolhimento obrigatório, a suspensão de atividades, etc.
Pressupõe a adesão da população, cumprindo as regras de higiene social definidas, e um forte controlo por parte das forças de segurança no sentido de fazer cumprir a Lei.
Por vezes a contenção e mitigação são insuficientes para diminuir o contágio, caso a população não reconheça a importância das orientações oficiais e/ou as forças de segurança não atuem por antecipação. E, também, se as medidas forem aplicadas demasiado tarde.
SUPRESSÃO
É uma forma mais radical de combate ao vírus, que tem em vista impedir cadeias de transmissão: contágio pessoa a pessoa. Pode implicar o isolamento de localidades; a aplicação de testes de despiste de infetados, em larga escala, a quem contactou com doentes confirmados; medidas de distanciamento social de casos confirmados em "hospitais/espaços de tratamento", etc.
Evita uma propagação descontrolada, que seria rápida e com danos elevados, tanto nas famílias como nos profissionais de saúde e, obviamente, no SNS.
Recorde-se que estamos em estado de emergência até 2 de abril. Para já.
A necessidade de uma credencial para permitir sair de casa ou o aviso prévio, através de nº pré definido, para quem sai e regressa a casa (para comprar alimentos e medicamentos ou ir ao médico), são soluções adotadas em alguns países.
Quais os recursos necessários e as implicações desta opção? 
Qual o impacto do adiamento desta fase?
Haverá outras soluções?
Devemos ter presente que:
  • o coronavírus atinge de forma violenta os grupos de risco, apesar de, para a restante população, ter impacto menor, reduzido ou nulo; 
  • algumas pessoas não se apercebem que foram infetadas (são assintomáticos), ou apresentam sintomas ligeiros, mas são potenciais transmissores da COVID-19 aos grupos de risco; 
  • os profissionais de saúde entram em esgotamento rapidamente, caso o  nº de casos com insuficiência respiratória grave se avolume; e muitos ficam em quarentena devido a contágio.
  • ainda não há vacina, que é a solução mais rápida para a imunização da população; até lá é essencial reduzir a taxa de letalidade (nº de mortes entre os infetados) durante o processo de imunização da comunidade. 
Deixamos este assunto a reflexão... sabendo que é essencial:
  • que cada pessoa/família colabore no combate ao SARS-CoV-2 (coronavírus que causa a COVID-19)
  • que as pessoas desenvolvam imunidade a este coronavírus. 






O Plano Nacional de Preparação à Resposta à Doença pelo Novo Coronavírus (COVID-19) prevê os níveis indicados nesta página:


terça-feira, 24 de março de 2020

Isto foi em março de 2020...

Isto foi em março de 2020...

As ruas estavam vazias, lojas fechadas, as pessoas não podiam sair.

Mas a primavera não sabia, e as flores começaram a florescer, o sol brilhava, os pássaros cantavam, as andorinhas iam chegar em breve, o céu estava azul, a manhã chegava mais cedo.

Isso foi em março de 2020...

Os jovens tinham que estudar online e encontrar ocupações em casa, as pessoas não podiam fazer compras nem ir ao cabeleireiro. 

Em breve não haveria mais espaço nos hospitais, e as pessoas continuavam ficando doentes.
Mas a primavera não sabia. A hora de ir ao jardim estava chegando, a relva ficava verde.
Isso foi em março de 2020...
As pessoas foram colocadas em contenção, para proteger avós, famílias e crianças. Chega de reuniões, nem refeições, festas com a família. O medo se tornou real e os dias eram parecidos.
Mas a primavera não sabia, as macieiras, cerejeiras e outras floresceram, as folhas cresceram.
As pessoas começaram a ler, a brincar com a família, cantando na varanda convidando os vizinhos a fazerem o mesmo, aprenderam uma nova língua, a serem solidários e se concentraram em outros valores.
As pessoas perceberam a importância da saúde, o sofrimento, deste mundo que parou, da economia que caiu.
Mas a primavera não sabia. As flores deixaram seu lugar para a fruta, os pássaros fizeram o ninho, as andorinhas chegaram.
Então o dia da libertação chegou, as pessoas souberam pela TV que o vírus tinha perdido a batalha, as pessoas saiam para a rua, cantavam, choravam, beijando seus vizinhos, sem máscaras nem luvas.
E foi aí que o verão chegou, porque a primavera não sabia. Ela continuou lá apesar de tudo, apesar do vírus, do medo e da morte. Porque a primavera não sabia, ela ensinou as pessoas o poder da vida.
Vai ficar tudo bem, fique em casa, proteja-se, e você vai aproveitar a vida. ❤️😍
Leia isto, espalhe copiando / colando este texto, mas acima de tudo fique confiante e mantenha o sorriso! 

😃 Foi em março de 2020... Autor desconhecido💖

O Coronavírus Explicado & O Que Deve Fazer

Uma explicação simples que ajudará, com certeza, a que todos estejam melhor informados sobre o risco que corremos e sobre como devemos atuar.
Tem legenda disponível.

segunda-feira, 23 de março de 2020

COVID-19 e HIGIENE

O que podemos fazer em nossas casas?

HIGIENE DAS MÃOS
LAVE AS MÃOS, com frequência, de acordo com a orientação da DGS. 
Orientação 011/DGS

higiene das mãos é indispensável quando chegar a casa! 
Não esqueça: NÃO PODE TOCAR COM AS MÃOS NA CARA, enquanto está na rua, pois há grandes probabilidades de ter tocado numa superfície com gotículas expelidas pela tosse ou espirros de uma pessoa infetada, e nesse caso, terá vírus. Se o vírus chegar à cara facilmente entra na boca, nariz ou olhos.
HIGIENE DA CASA
O sabão, detergente e lixívia, são essenciais em todas as casas. 
EM CASO DE QUARENTENA
A lixívia, com concentração próxima de 5%, será necessária para lavar/desinfetar superfícies, em caso de quarentena ou infeção. 
Dilua a lixívia conforme indicado na Orientação nº 10, de 16 de março: 1 parte de lixívia para 49 de água, ou seja:
  • 20 ml de lixívia (aprox. 1 colher e meia de sopa) para 1 litros de água; 
  • 80 ml de lixívia (aprox. 1 chávena de café) para 4 litros de água.
Reforce a lixívia se a concentração for menor.